RECORDE DE INVESTIDORES NA BOLSA DE VALORES

RECORDE DE INVESTIDORES NA BOLSA DE VALORES

Além de todos os recordes que a Bolsa de
Valores vem batendo ultimamente com o índice Bovespa, a Bolsa brasileira está batendo
também o recorde de investidores em toda sua história e já atinge a marca de um milhão
e meio de pessoas físicas. Isso é muito bom, essa marca é atingida
menos de seis meses depois que a Bolsa alcançou a marca histórica de um milhão de investidores
em maio deste ano. O rápido aumento do número de pessoas físicas
é reflexo direto das quedas de juros e recordes do índice Bovespa. É reflexo do incômodo das pessoas com a
queda da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 5% ao ano. O que arrasa de vez com qualquer tipo de investimento
bancário ou títulos do governo que já eram muito ruins, já perdiam da inflação, mas
agora fica claro que continuar com o dinheiro no banco seria tolice. A renda fixa já era chamada há muito tempo
de perda fixa, ela acabou de vez. A renda fixa mesmo com seus fundos de investimento,
ela acabou, a renda fixa acabou. Como diz o homem mais rico do mundo em Bolsa
de Valores, o Warren Buffett, a perda fixa só serve para estacionar dinheiro, não é
investimento. Menos de seis meses depois de alcançar a
marca histórica de um milhão de investidores no primeiro semestre deste ano, a Bolsa atingiu
agora em setembro uma nova marca surpreendente, e chega a um milhão e meio de pessoas físicas
que investem em ações. Embora ainda esteja longe da meta de cinco
milhões de pessoas físicas, estipulada ainda na década passada pela Bovespa, o crescimento
recente do número de investidores é bastante animador, embora traga alguns dados alarmantes. Para o presidente da Bolsa de Valores, a necessidade
de buscar alternativas mais rentáveis para o dinheiro no novo cenário de juros baixos
será uma constante daqui para frente. O que é bom para quem sabe o que está fazendo,
mas muito ruim para quem não sabe. Outro fator que certamente ajudou a despertar
o interesse no pequeno investidor pelo mercado foi o bom desempenho da Bolsa nos últimos
12 meses, com o Ibovespa registrando alta de 26%, tendo rompido várias vezes suas marcas
históricas nos últimos meses chegando a quase 110 mil pontos. Um ótimo começo para tudo de bom que está
ainda por vir com a dobradinha Bolsonaro/Paulo Guedes, mas é preciso analisarmos com cautela
estes números, para aprendermos com eles e não errarmos. Apesar do crescimento em número, o perfil
de investidores pessoa física na Bolsa ainda tem muito que avançar. Por exemplo, em setembro deste ano 78% dos
investidores eram homens e apenas 22% mulheres. Esses percentuais pouco mudaram desde 2002,
quando começou a série histórica da Bovespa, agora chamada de B3. Seja como for, a migração para Bolsa vem
ocorrendo tanto entre os investidores que decidiram comprar ações diretamente, como
aqueles que aplicam via fundos. O que é bom para a economia, mas nem tão
bom assim para quem vai para a Bolsa através de fundos. Apesar do recorde, esse contingente representa
apenas 0,5% da população brasileira, muito abaixo da média dos países emergentes que
é de 6%. Em outras palavras, o Brasil ainda não sabe
nada de Bolsa, não sabe que está sentado em cima de uma mina de riqueza, não sabe
que o caminho da própria prosperidade e das soluções do seu próprio país estão bem
debaixo do seu nariz. Os juros em patamares baixos, inflação praticamente
sob controle e o acesso à informação, estão levando mais gente para o mundo da renda variável. Estudos demonstram que 2,2% dos brasileiros
terão algum investimento em ações em 2025. Com base nas projeções de população do
IBGE, serão quase cinco milhões de pessoas, muito pouco ainda, mas pelo menos começamos
a crescer. A próxima geração já terá maior educação
financeira, diferente do passado em que a única opção conhecida era a poupança,
e onde qualquer produto financeiro um pouco mais complicado como CDBs, CDIs, ou mesmo
os fundos de investimento, era somente para quem tinha um pouco mais de dinheiro e deixava
ele na mão do gerente do banco. As décadas de inflação e juros elevados
no Brasil deixaram no investidor uma mentalidade de curto prazo, priorizando a renda fixa por
ser mais estável e não variar tanto. Agora com a taxa básica de juros, a Selic,
em 5%, o menor patamar da história, a procura por investimentos de renda variável começa
a aumentar. O brasileiro está aprendendo a investir agora,
assumindo que pelo menos uma parcela do dinheiro precisa ser investido para o futuro, e com
isso começam a se interessar em investimentos melhores, e começam a perceber algo encoberto
por anos pela mídia e pela falta de acesso à informação que é: produtos bancários
e títulos do governo, como o tesouro direto, não são investimentos, pois eles são apenas
compensações das perdas da inflação. O povo, e aí inclui muita gente instruída,
começou a perceber que foram iludidos por décadas pelo sistema, pela mídia e pela
falta de informação, mas o acesso à internet rápida veio mudar tudo para melhor. O problema é que o desafio agora é aprender
a separar o joio do trigo. Com informação fácil, vieram também os
vigaristas de plantão, e é preciso ter muito cuidado no mercado financeiro. Este canal, o Como Enriquecer, tem sido um
porta-voz dessas denúncias. Aqui se fala a verdade doa a quem doer, o
Brasil precisa saber. Enquanto as pessoas físicas no Brasil têm
230 bilhões em ações, o saldo investido na tradicional caderneta de poupança ainda
é bem maior, é de 800 bilhões, quase um trilhão, quatro vezes mais. Analistas acreditam que com o amadurecimento
dos investidores, parte desses recursos migrará para a Bolsa. Tanto esses investidores de poupança, como
o investidor de renda fixa. Quando se olha para o perfil dos investidores
no Brasil, a maioria é formada por homens entre 25 e 45 anos. Essa faixa etária é a que mais cresce, no
entanto, a maior parte das ações está nas mãos de quem tem mais de 56 anos, daqueles
que investem e que tem mais experiência de vida. A justificativa diz que é porque eles têm
um maior volume de patrimônio financeiro acumulado, mas não é somente isso, eles
têm bagagem de vida e não caem assim tão fácil nessas inúmeras promessas de enriquecimento
fácil que se vê pela internet. Eles são mais criteriosos e sabem identificar
mais fácil um vigarista digital. Antes, quando o brasileiro pensava em investimento
ele falava com o gerente do banco, hoje ele começa a ter uma outra visão. Ele já percebeu que o gerente ou os administradores
de fundos, só querem a comissão e a taxa de administração sobre o seu dinheiro. Hoje o brasileiro começa a perceber, como
outros povos já o fazem, que podem administrar o seu dinheiro sozinhos, que podem ser os
gestores do seu próprio dinheiro, do seu próprio fundo de investimentos ou carteira
de ações pessoais. Meu pai já dizia, dinheiro, mulher e automóvel
não se empresta, não se deixa nas mãos dos outros. Cada um tem que cuidar do que é seu, do seu
próprio dinheiro. Já existem previsões de que a quantidade
de pessoas físicas na Bolsa de Valores brasileira pode atingir três milhões já no ano que
vem, mas não vai ser um movimento indolor, vai ser traumático e complicado. Justamente porque o mercado está infestado
de falsos educadores financeiros que não estão habilitados a ensinar, e muitas vezes
são pagos por instituições que querem atrair as pessoas para aqueles velhos produtos ruins. O que não falta hoje nas redes sociais são
inúmeros vendedores de ilusões, que prometem ensinar as pessoas a ficarem ricas e é tudo
mentira. Essas más informações se combate com a
educação financeira de qualidade, já que não temos como proibir os fraudadores. Nosso único caminho é dar um voto de confiança
na capacidade de aprendizado do investidor, assim ele vai perceber rápido que pode estar
caindo numa furada, mas vai ter gente perdendo dinheiro até aprender, gente machucada no
meio do caminho. A idade média da maior parte dos novatos
é na faixa de 25 a 35 anos, e esse movimento veio para ficar. Embora as novas gerações sejam muito, sejam
mais bem informadas, elas demoram para entender a característica de uma carteira eficiente
de ações. As estratégias eficientes e onde buscar informações
confiáveis para se investir. Um dos maiores perigos das redes sociais são
as dicas de boas empresas para se investir. Se o serviço ou dica é gratuito, pior ainda,
pode desconfiar. Analisar empresas é um trabalho para a equipe
de bons analistas financeiros e é algo que precisa ser atualizado constantemente. Aí o iniciante em Bolsa de Valores começa
a pegar dicas dos sabichões da internet e não percebe, sequer, que muitas vezes o vídeo
que ele está assistindo já tem meses, e às vezes anos. Às vezes a empresa já quebrou ou está indo
mal, e a pessoa pega dica se achando esperto, porque não quer gastar dinheiro com informação
confiável. Ter mais pessoas na Bolsa de Valores é muito
bom para elas e para o Brasil, mas entre os problemas está que as pessoas que acabam
de ingressar na Bolsa de Valores começam a operar sozinhos, eles lêem três ou quatro
matérias em blogs e acreditam que são mais espertos que os demais. Exatamente como em um cassino. Às vezes até acertam uma ação ou outra,
mas a tendência natural é de perdas. Quando a Bolsa está com uma boa expectativa
ele compra, na primeira notícia negativa ele vende, e fica sempre patinando e não
sai do lugar. Segundo uma pesquisa encomendada pela CVM,
97% dos investidores que fazem Day Trade, ou seja, compram e vendem ações no mesmo
dia, perdem dinheiro. Nesse novo cenário de mais de um milhão
de investidores na Bolsa brasileira, não se sabe exatamente os percentuais, mas grande
parte entrou na Bolsa através de fundos de investimento onde se têm os piores resultados
desse mercado, e outra expressiva parcela são dos famosos especuladores que fazem Day
Trade. Exatamente estes que são 97% de perdedores,
e enriquecem apenas as corretoras inescrupulosas com as corretagens diárias que elas cobram. Embora o investimento em ações seja de longo
prazo, isso não quer dizer que basta comprar algumas ações, compor uma carteira e largar
por anos. Qualquer carteira de investimentos precisa
ser constantemente monitorada, e para isso é preciso um mínimo de know-how. Algo que o investidor iniciante decididamente
não tem. O correto para o investidor que está iniciando
é investir em conhecimento, é seguir quem já está tendo resultados. Mas para os investidores aventureiros, no
segundo ou terceiro mês que a performance é negativa, ele não suporta, resgata o dinheiro
e sai por aí falando mal da Bolsa de Valores. E existe ainda o investidor que não possui
qualquer estratégia, ele sempre quer ter a sensação que sabe algo que ninguém mais
sabe, ele ouve um comentário na internet e compra determinada ação, ele abre um blog
que tem uma dica e ele faz a mesma coisa. Ganhar dinheiro na Bolsa de Valores sem orientação
é muito difícil. É preciso saber onde buscar informações
confiáveis. Esse perfil de investidor muitas vezes não
tem nem uma reserva de emergência, mas ele quer ficar rico rápido, então a única chance
é fazer uma grande aposta na Bolsa de Valores ou em ativos de alto risco como, por exemplo,
as criptomoedas, ou o bitcoin, ou qualquer tipo de moeda digital, tudo enganação eletrônica
da era da informática para tirar o seu dinheiro e enriquecer os outros. Ou a pessoa vai entrar na tal das “opções”,
que não passam também de apostas dentro do mercado de ações. Não é porque o mercado de ações é muito
bom que tudo nele é bom, é preciso conhecer as armadilhas. É a mesma coisa nas tais das small caps,
que são pequenas empresas que poderiam vir a ter alguma grande valorização. Chega um investidor novato e acredita que
pode transformar 10 mil em 100 mil da noite para o dia. Infelizmente esse novo recorde de pessoas
na Bolsa de Valores é bom, mas tem na sua maioria jovens ávidos por enriquecer rápido,
e são eles que literalmente transformam investimentos na Bolsa de Valores em cassino. Além dele querer acertar a empresa que irá
ter valorização de 1000%, como em um jogo, cada vez que ele perde a aposta ele correrá
mais risco ainda para tentar recuperar o que perdeu. Igualzinho numa mesa de jogo. Até o momento em que ele perde tudo, em alguns
casos como estava alavancado, ou seja, usando cheque especial ou um dinheiro que nem tinha,
acaba piorando ainda mais a sua vida. O Brasil está melhorando, mais pessoas estão
se libertando da escravidão que o sistema financeiro e a publicidade nos impuseram por
décadas, mas ainda falta o investidor novo entender que o primeiro e mais importante
investimento é em conhecimento. Informação é poder, vem para a Bolsa você
também, mas vem do jeito certo. Se você está gostando das dicas desse canal,
assine ele, compartilhe com quem você ama, e nos visite nas redes sociais. Eu sou Marcelo Veiga, bacharel em Direito,
jornalista, consultor financeiro graduado pela Fundação Getúlio Vargas, autor dos
livros “Só Não é Rico Quem Não Quer”, “Fábrica de Milionários” e “Fórmula
Online”. Sou também professor do curso comoenriquecernabolsa.com.br. Espero te ver de novo e Deus te abençoe. This is Washington, em frente do Mall do
Pentágono, do Shopping do Pentágono, olha lá ele.

 

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Marcelo Wagner

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